Palestras...
São Paulo, 1° de junho de 2026, segunda feira, névoa discreta e frio gostoso!!!
Minha amiga Erika!
Que Deus habite dentro de ti e ao redor de ti, a Luz Dele possa acalentar todos que cruzem teu caminho, dentro e fora de teu lar.
Finalmente o mês de maio passou... desafiador, renovador, reflexivo, sofrido, esclarecedor... e vamos adiante por junho.
Percebi, surpreso, que muitas semanas já se passaram desde a última mensagem, e relembrei estes dias o quanto as percepções que colocam-se na nossa mente no decorrer da vida, atrapalham a mensagem de viver livre e feliz, que tanto escutamos na Nossa Casa, passada pelas entidades... e o mesmo ocorre com as mensagens de Haroldo, que teimam em se mostrar claras e transparentes e, acostumados ao hábito de atitudes infantis, continuamos a teimar em não mudar o pensamento (e, claro, as atitudes).
Estava refletindo, minha amiga, que somos seres traumatizados por assim dizer, na essência. Levamos para esta vida um monte de travas e lembranças de nossas "aventuras" de outras oportunidades. Medo é a palavra que mais surge. Receio em seguida. Quando nos sentimos mais libertos e a vontade, é fácil não nos reconhecermos sobre o quanto podemos encontrar a culpa no caminho... medo, receio, culpa... mas, onde estão as coisas boas, as palavras que impulsionam? Onde ficam os hábitos conquistados, as lembranças que impulsionam e encaminham o bem dentro de nós, conosco e com os outros?
Lembrei nestas semanas que voaram, o quanto, nas centenas de palestras que fiz falando do Espiritismo pelos anos atrás, falei com o coração, com o sentimento, tendo a convicção de que estava dando e fazendo o meu melhor, a minha essência, e, agora, percebo que, sendo sincero comigo mesmo, deveria ter falado bem menos, deveria ter dito apenas aquilo que, de fato, conseguia praticar em meu cotidiano, sem sombra nem margens para equívocos ou falhas. Percebo que deveria ter dado menos exemplos pessoais, deveria ter evitado temas que não vivia. Refletindo, tenho a convicção de que não fiz o mal, não transmiti nada de ruim a ninguém, não falei nada que não fosse condizente com o estudo, com o que entendia que fosse dentro de minha capacidade de absorção dos temas. Mas, refletindo, também, tenho a convicção de que em algum nível estava me enganando, acima de tudo, ocultando de mim mesmo o quanto é mais fácil falar do que praticar, o quanto é mais gostoso dizer o que é para os outros praticarem do que eu mesmo praticar.
Ah, a ilusão!!! Bonzinho, ético, no caminho certo, melhor que o outro!!! Ah, ilusão sutil que deixa a armadilha pronta a ser ativada e no momento que menos se espera, atingir sem piedade a alma imprevidente e, então, gerar o sofrimento...
Existe uma coisa na vida que é sutil e que engana, e que Chico ficou rouco de tanto falar, que é o ego. As "armadilhas" bem escondidas do ego...
Somos pessoas movidas pelo orgulho, vaidade e egoísmo, e isso foi o que nos trouxe até mais ou menos perto daqui, em nossa existência através dos milênios. Sim!!! Milênios. Vivemos já milênios e não apenas a última encarnação, ou até uma anterior a última... Estamos sempre nos enganando sobre a vida Eterna! Ela já está acontecendo por muitos séculos e séculos. E o hábito impregnou dentro de nosso ser, e ainda nos iludimos que a nossa felicidade está em algum lugar em que criamos dentro de nossa mente, dentro de nossos desejos do que não conseguimos, não temos, não podemos. E rodamos em círculo buscando algo que não existe de fato, pincelado por um egoísmo que aparece quando já deveria estar quieto, ou que não aparece quando deveria surgir para nos proteger de nós mesmos. Pincelado ainda pela vaidade que continua a nos ludibriar e nos fazer achar que somos mais do que somos, ou a buscar a sermos menos do que precisaríamos ser. E, claro, orgulhosos, insistimos a dizer que a questão sem solução é culpa do outro, da vida, do acaso, ou, se é nossa, então, pior, que sejamos responsáveis e que venha a punição exemplar que faça com que soframos de verdade.
Claro que não temos essa perfeita consciência de tudo isso, mas agimos no automático deixando nossos sentimentos soltos. E nesse automatismo, lá vêm as palavrinhas mágicas: medo, receio, culpa.
O desafio desta vez é mais do que fazer ao próximo o que deveríamos fazer a nós mesmos. O desafio da vez é nos entendermos e nos policiarmos, adotando o bom senso e a sinceridade com nós mesmos. Temos um compromisso, minha amiga, em sermos livres e felizes.
Livres de nossas travas, livres de nossos medos, livres de nossos receios, livres de nossas culpas, livres de nossas razões, livres de nossos conceitos estabelecidos previamente no interior de nosso ser, de nossos pensamentos, de nossas atitudes. Livres para viver pela intuição, pela sensação, pela conexão com o Pai.
Felizes para encararmos que somos merecedores de habitar uma nova era dentro de nós mesmos. Felizes para admitirmos que somos filhos de Deus. Felizes para encararmos que estamos a cada dia em uma batalha com nós mesmos para sermos mais serenos e tranquilos diante de cada gesto que oferecemos ao próximo. Felizes para sorrir confiante. Felizes para confiarmos que tudo que ocorre sem que possamos intervir é o que precisa acontecer. Felizes para viver na sintonia da vontade de Deus.
Essa liberdade e felicidade é o oposto do que existe no mundo atual.
Você citou as imposições das convenções sociais, a batalha mental dos acontecimentos do cotidiano, as dificuldades de superarmos os nossos mais íntimos medos e receios. E eu me coloco diante de ti como cúmplice nas mesmas dificuldades. E, refletindo, encontro a clareza de que viver cada dia sem o temor do dia seguinte, é um desafio assustador!
Parece que é mais fácil temer o futuro, apegar-se ao passado, do que desfrutar do momento presente.
O presente é o real, e já sabemos disso, porém desamassar o passado e o futuro, parece ser o jeito certo de viver, que nos dá segurança! Segurança?????
Hábito de manter-se preso e expiando uma culpa inconsciente, que liga ao medo da volta do passado, que liga a incerteza de um futuro ruim que vai surgir para nos fazer infelizes em algum momento!
Sim, sentimo-nos seguros em viver isso. Por mais maluco que possa parecer. Por mais cruel que possa ser conosco! Mas,,, se precisamos vivenciar uma culpa inconsciente, o que pode ser mais viável dentro da "justiça" que escolhemos para entender a Deus, do que sermos devidamente punidos com a infelicidade e com a intranquilidade do dia a dia de nossa existência por aqui? É perfeito para encarcerar nosso ser dentro de nós mesmos, vigiados pela incapacidade de libertação do que um dia fizemos e fomos!
Minha querida amiga, é tempo de libertação. É tempo de olhar a tudo de forma mais simples. É momento de pensarmos diferente do que estamos acostumados. É tempo de se conformar apenas em gerar sorrisos acima de tudo, e em especial, primeiro em nosso rosto e, se possível, nas faces alheias.
Ao fazermos isso tudo, ao decidirmos viver para buscar estes sorrisos, estaremos palestrando não apenas com palavras ou em momentos definidos, mas palestrando para a alma e não mais para os ouvidos. Seremos palestrantes de Deus, pelo Verbo Divino!
Que a Paz do Divino invada teu coração, que a Proteção do Altíssimo envolva aos que ama, que a Justiça Dele se faça a cada instante perante tudo e todos. Que a Luz do Pai inspire cada segundo de nossa existência.
Saude, sorrisos e objetivos sejam conquistados a todo momento de tua encarnação e daqueles que vivem ao teu redor.
Seu amigo, Julio
Junho 3, 2026
ResponderExcluirPembroke Pines, Florida, noite nubrada porém muito quente.
Meu querido amigo!
Que bom receber sua carta! E como sempre, com tantas "coincidências" da minha vida...
Pensei e li varias vezes a sua mensagem e tenho que admitir que fiquei sem conseguir encontrar palavras para responder...pois ali estava exatamente descrito tudo como me sinto...
Nas coincidências da vida, estava semana passada refletindo exatamente como escuto e preciso escutar tantas mensagens e palestras que fazem tanto sentido para viver uma vida mais leve porém no cotidiano vivido diariamente em minha casa, acabo por cair em algumas armadilhas dos mesmos sentimentos, pensamentos, e ações, que são contrarias do que aprendo, concordo e quero seguir...exatamente porque mesmo em tanta vigilância e mudança de hábitos, ainda existem aqueles que estão ja tão enraizados que se confundem com aquilo que ja achamos que somos...que nos pertence e que faz parte do nosso ser...pois para eu seguir meu correto, acabo por ficar sem paciência.
Você comentou em Sorrir...está aí algo muito interessante em minha vida! Sorriso fácil vem em minha face às minhas filhas, aos amigos, aos estranhos, até mesmo sozinha, mas ao mesmo tempo também tenho a percepção da dificuldade em aparecer um sorriso em situações do dia a dia...os verdadeiros desafios, aonde a rotina, impaciência os pensamentos tomam conta....
Então a dualidade...como consigo e não consigo estar em vigilância? Como tão fácil me sai um sorriso e tão fácil desaparece?
Tenho sempre o objetivo de viver uma vida mais leve, porém com a exigência de me manter correta, acabo a levar uma carga pesada...e ao mesmo tempo não! E novamente a ambiguidade...quando medito sobre minha vida ou quando apenas não escuto os pensamentos e me permito apenas "sentir" e "ser", sinto tanta tanta alegria que muitas vezes me sinto grande e presa dentro do meu corpo...é como se eu quisesse sair e ser livre para viver toda esta liberdade e leveza que
sinto! Quero estar na natureza...quero ser luz, quero irradiar a minha luz!
Sinto que ja deu e quero voar!
Não sei se alguma coisa faz sentido para ti da minha carta de hoje...porem o que quero te dizer é que tudo que você transmite nas palestras, nas orações, e em suas palavras, tocam e mudam a vida das pessoas, independente de você conseguir seguir suas próprias mensagens, você está sempre ajudando alguem que precisa escutar aquilo, eu mesma sou um exemplo que preciso de palestras e orações para não enlouquecer!
Quando precisar, escute você mesmo as suas palestras...escute suas lindas orações no grupo, é para você mesmo...pois somos seres, embora milenares, engatinhando na evolução...por isso tanto temos de ambiguidade em nossos pensamentos e atitudes...
Hoje eu entendo o desafio maior que é de nos entendermos e nos policiarmos. Vigilância, vigilância que as vezes nos escapa pelos dedos tão facilmente...e vem a culpa...e o medo...e o sofrimento....e a coragem em aceitar...
Que possamos sim viver aquilo que dentro da gente nos liberte...que de alguma forma encontremos a paz e a leveza com um grande sorriso e que este se estenda por muito tempo...
Querido amigo, me estendi muito e o sono me dominou...foi um tema de grande reflexão para mim que ja venho pensando sobre isso...Obrigada por tudo.
Deus te abençoe, te ilumine e que você consiga viver o que deseja em seu coração.
Abraços de sua amiga
Erika